A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá disponibilizar, a partir da próxima semana, a vacina contra a meningite C, uma das formas mais graves da doença. As primeiras 600 mil doses deverão estar nos postos de saúde de todos os municípios já na próxima quarta-feira, dia 8 de setembro.
A vacinação contra a meningite C estará disponível gratuitamente para crianças menores de dois anos de idade, e a partir de agora fará parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS), também em nível nacional, protegendo as crianças contra a bactéria causadora da doença.
Inicialmente serão imunizadas as crianças com idades entre um ano e um ano e 11 meses de idade. Para esta faixa etária é necessário apenas uma dose da vacina. Em novembro, a Secretaria irá disponibilizar a vacina também às crianças menores de um ano, que deverão tomar duas doses, além de uma dose de reforço quando completarem um ano de idade.
"Aproximadamente 25% dos casos desse tipo de meningite ocorrem em crianças menores de dois anos, e a vacinação é a melhor forma de proteção contra a doença. Esta vacina tem um elevado índice de proteção, chegando a mais de 90%", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.
A vacina contra meningite C normalmente não apresenta reações adversas graves. Somente crianças com histórico de reação anafilática em vacinações anteriores não deverão receber a vacina.
O que é meningite?
Meningite é a doença que acomete as membranas (meninges) que envolvem o cérebro. Ela pode ser causada por vírus, bactérias e fungos. Existem vários tipos, mas os sintomas são muito parecidos e o diagnóstico precoce pode evitar sequelas e salvar vidas. Os sintomas mais comuns são: febre alta ou moderada, forte dor de cabeça, vômito, dificuldade de movimentar a cabeça, estado de desânimo, distúrbio de conduta/agitação psico-motora; rebaixamento do nível de consciência, em crianças, pequeno abaulamento de fontanela e, em algumas pessoas, manchas avermelhadas na pele.
A transmissão de microrganismos que causam a meningite ocorre principalmente através da via respiratória (tosse, espirros próximo a pessoa susceptível) e através do beijo. Outras fontes de micro-organismos para a ocorrência de meningites incluem as infecções de vias aéreas superiores: sinusites, otites, amigdalites e faringites.
O diagnóstico da meningite deve ser o mais precoce possível, bem como o seu tratamento. O principal exame laboratorial para o diagnóstico de meningite inclui a coleta de líquido céfalo-raquidiano. Em pacientes com meningite bacteriana aguda, o aspecto do líquido é turvo e a sua análise em laboratório revela o aumento de glóbulos brancos e a presença frequente do microrganismo causador da infecção. O retardo no diagnóstico e tratamento dos pacientes com meningite relaciona-se com maior mortalidade e sequelas neurológicas.